UM HERÓI DE FANCARIA

Ralph J. Hofmann

Nunca dei ouvidos a rumores de que quando Tarso Genro foi se refugiar no Uruguai teria atravessado a fronteira “pilchado de prenda” (vestido de mulher).

Por absoluta cortesia a uma pessoa por quem tenho o maior desprezo a nível político-ideológico, a que considero um magarefe e um algoz virtual, porque se fosse realmente detentor “daquilo roxo”em lugar de mandar os boxeadores cubanos de volta, fazendo o papel de menino de recados do cubano Fidel teria passado na cela dos mesmos para dar lhes uns tabefes para que soubessem com clareza quem era seu inimigo e pudessem encomendar ao seu “santeiro” um trabalho contra Tarso.

Agora sei que qualquer absurdo em se tratando do paladino de Battisti é pouco. Sim acredito que atravessou a fronteira  vestido de prenda. Só não sei se prestou algum serviço aos guardas de fronteira no Uruguai.

Mas todos sabemos que a opinião de Tarso sobre Tarso é das melhores. E isto fica confirmado pelo que acabo de ler no Newsletter do Políbio Braga:

“Tarso assina decreto auto-concedendo-se Cruz de Ferro da Brigada (*)
No seu livro ‘Outono do Patriarca’, no qual descreve o ocaso de um decrépito governante latino-americano, o escritor Gabriel Garcia Marquez tornou emblemática  a sem-cerimônia com que os políticos locais tratam a coisa pública quando se trata de usá-la em seu favor.
Pois este decreto 48.590, publicado na edição do Diário Oficial do Estado do RS nesta segunda-feira, parece inscrever-se no rol dos atos outonais do perfeito patriarca latino-americano, quando o governante passa a homenagear a si mesmo. 
O surpreendente decreto assinado pelo governador Tarso Genro, confere a Medalha Cruz de Ferro da Brigada Militar para o civil Tarso Fernando Herz Genro”. 

(*) Brigada Militar – Força Pública do RS